{"id":1452,"date":"2025-09-11T07:05:00","date_gmt":"2025-09-11T10:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.barbieriadvogados.com\/?p=1452"},"modified":"2025-09-11T07:05:00","modified_gmt":"2025-09-11T10:05:00","slug":"equiparacao-de-menores-sob-guarda-aos-filhos-direitos-previdenciarios-no-ipergs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/barbieri.letsite.com.br\/en\/equiparacao-de-menores-sob-guarda-aos-filhos-direitos-previdenciarios-no-ipergs\/","title":{"rendered":"Menor sob Guarda e Pens\u00e3o do IPERGS: Como Comprovar a Equipara\u00e7\u00e3o a Filho (2026)"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><\/h1>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A prote\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria de crian\u00e7as e adolescentes em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade \u00e9 um tema de grande relev\u00e2ncia social e jur\u00eddica. Quando um servidor p\u00fablico estadual do Rio Grande do Sul falece deixando sob sua guarda um menor que dependia economicamente dele, surge a quest\u00e3o: esse menor tem direito \u00e0 pens\u00e3o por morte?<\/p>\n\n\n\n<p>A resposta \u00e9 afirmativa. O regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia do Estado do Rio Grande do Sul, administrado pelo IPE Prev, reconhece expressamente o menor sob guarda como dependente equiparado a filho. Essa prote\u00e7\u00e3o est\u00e1 prevista na Lei Complementar Estadual 15.142\/2018, que assegura ao menor sob guarda judicial o direito \u00e0 pens\u00e3o por morte, desde que comprovada a depend\u00eancia econ\u00f4mica em rela\u00e7\u00e3o ao servidor falecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale destacar que o tratamento conferido pelo IPERGS difere do hist\u00f3rico do Regime Geral de Previd\u00eancia Social. Enquanto o INSS atravessou d\u00e9cadas de idas e vindas legislativas sobre o tema \u2014 com a exclus\u00e3o do menor sob guarda em 1997, decis\u00f5es do STF reconhecendo a inconstitucionalidade dessa exclus\u00e3o e, finalmente, a reinser\u00e7\u00e3o expressa pela Lei 15.108\/2025 \u2014, o regime pr\u00f3prio ga\u00facho manteve prote\u00e7\u00e3o est\u00e1vel desde 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo apresenta os requisitos para que o menor sob guarda seja reconhecido como dependente, os documentos necess\u00e1rios para comprova\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia econ\u00f4mica, as diferen\u00e7as entre guarda, tutela e ado\u00e7\u00e3o, e as orienta\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para o procedimento de habilita\u00e7\u00e3o junto ao IPE Prev.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O menor sob guarda tem direito \u00e0 pens\u00e3o por morte do IPERGS?<\/h2>\n\n\n\n<p>Sim. A Lei Complementar Estadual 15.142\/2018 estabelece, em seu artigo 11, que o menor sob guarda judicial \u00e9 equiparado a filho para fins previdenci\u00e1rios, integrando o rol de dependentes do servidor p\u00fablico estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma \u00e9 clara ao dispor que o menor que, por determina\u00e7\u00e3o judicial, esteja sob a guarda do segurado, equipara-se a filho desde que comprovadamente viva sob sua depend\u00eancia econ\u00f4mica. Trata-se, portanto, de equipara\u00e7\u00e3o condicionada \u00e0 demonstra\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo de sustento.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a fundamental em rela\u00e7\u00e3o aos filhos biol\u00f3gicos ou adotivos reside no regime de comprova\u00e7\u00e3o. Para os filhos, a depend\u00eancia econ\u00f4mica \u00e9 presumida pela legisla\u00e7\u00e3o \u2014 basta apresentar a certid\u00e3o de nascimento ou o termo de ado\u00e7\u00e3o. Para o menor sob guarda, a depend\u00eancia deve ser comprovada mediante documenta\u00e7\u00e3o que demonstre que o servidor efetivamente arcava com o sustento do menor.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa exig\u00eancia de comprova\u00e7\u00e3o n\u00e3o representa obst\u00e1culo intranspon\u00edvel, mas demanda organiza\u00e7\u00e3o documental. O guardi\u00e3o que mant\u00e9m registros adequados das despesas com o menor \u2014 como comprovantes de escola, plano de sa\u00fade, declara\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda \u2014 ter\u00e1 facilidade na habilita\u00e7\u00e3o junto ao IPE Prev.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundamento legal:<\/strong>&nbsp;A equipara\u00e7\u00e3o est\u00e1 prevista no artigo 11, \u00a71\u00ba, da LC 15.142\/2018, que tamb\u00e9m contempla o enteado nas mesmas condi\u00e7\u00f5es. Para informa\u00e7\u00f5es completas sobre os demais requisitos de habilita\u00e7\u00e3o, consulte nosso artigo sobre&nbsp;<a href=\"https:\/\/barbieriadvogados.com.br\/pensao-por-morte-do-ipergs-requisitos-e-procedimentos-para-habilitacao-apos-a-lei-complementar-15-142-2018\/\">requisitos para pens\u00e3o do IPERGS<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual a diferen\u00e7a entre guarda, tutela e ado\u00e7\u00e3o para fins de pens\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n<p>Os tr\u00eas institutos conferem direito \u00e0 pens\u00e3o por morte no \u00e2mbito do IPERGS, mas possuem caracter\u00edsticas jur\u00eddicas distintas que impactam tanto a formaliza\u00e7\u00e3o quanto os efeitos previdenci\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Guarda judicial<\/h3>\n\n\n\n<p>A guarda \u00e9 medida de prote\u00e7\u00e3o que coloca o menor sob a responsabilidade de um terceiro, podendo ser tempor\u00e1ria ou definitiva. N\u00e3o extingue o poder familiar dos pais, que pode permanecer suspenso ou mesmo ativo em algumas situa\u00e7\u00f5es. O guardi\u00e3o assume o dever de assist\u00eancia material, moral e educacional do menor.<\/p>\n\n\n\n<p>Para fins previdenci\u00e1rios, a guarda judicial exige comprova\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia econ\u00f4mica. O Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente, em seu artigo 33, \u00a73\u00ba, estabelece que a guarda confere \u00e0 crian\u00e7a ou adolescente a condi\u00e7\u00e3o de dependente para todos os fins e efeitos de direito, inclusive previdenci\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tutela<\/h3>\n\n\n\n<p>A tutela \u00e9 instituto mais amplo, aplic\u00e1vel quando os pais s\u00e3o falecidos, ausentes ou tiveram o poder familiar destitu\u00eddo. O tutor assume responsabilidade integral sobre o menor, inclusive na administra\u00e7\u00e3o de seus bens. A tutela sempre decorre de decis\u00e3o judicial e perdura at\u00e9 a maioridade ou emancipa\u00e7\u00e3o do menor.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como a guarda, a tutela exige comprova\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia econ\u00f4mica para fins de pens\u00e3o no IPERGS. A diferen\u00e7a est\u00e1 na amplitude da responsabilidade assumida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ado\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>A ado\u00e7\u00e3o cria v\u00ednculo de filia\u00e7\u00e3o plena e irrevog\u00e1vel. O adotado torna-se filho para todos os efeitos, com os mesmos direitos dos filhos biol\u00f3gicos. Para fins previdenci\u00e1rios, a depend\u00eancia econ\u00f4mica \u00e9 presumida, n\u00e3o havendo necessidade de comprova\u00e7\u00e3o adicional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tabela 1: Comparativo entre Guarda, Tutela e Ado\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th>Aspecto<\/th><th>Guarda<\/th><th>Tutela<\/th><th>Ado\u00e7\u00e3o<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Formaliza\u00e7\u00e3o<\/td><td>Decis\u00e3o judicial<\/td><td>Decis\u00e3o judicial obrigat\u00f3ria<\/td><td>Senten\u00e7a judicial transitada em julgado<\/td><\/tr><tr><td>Perman\u00eancia<\/td><td>Tempor\u00e1ria ou definitiva<\/td><td>At\u00e9 maioridade ou emancipa\u00e7\u00e3o<\/td><td>Definitiva e irrevog\u00e1vel<\/td><\/tr><tr><td>Poder familiar dos pais<\/td><td>Mantido (suspenso ou n\u00e3o)<\/td><td>Extinto ou suspenso<\/td><td>Extinto<\/td><\/tr><tr><td>Depend\u00eancia econ\u00f4mica<\/td><td>Deve ser comprovada<\/td><td>Deve ser comprovada<\/td><td>Presumida<\/td><\/tr><tr><td>Direito \u00e0 pens\u00e3o IPERGS<\/td><td>Sim, com comprova\u00e7\u00e3o<\/td><td>Sim, com comprova\u00e7\u00e3o<\/td><td>Sim, autom\u00e1tico<\/td><\/tr><tr><td>V\u00ednculo de parentesco<\/td><td>N\u00e3o cria<\/td><td>N\u00e3o cria<\/td><td>Cria filia\u00e7\u00e3o plena<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Para compreender melhor a distribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus probat\u00f3rio nesses casos, consulte nosso artigo sobre&nbsp;<a href=\"https:\/\/barbieriadvogados.com.br\/onus-da-prova\/\">\u00f4nus da prova<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais documentos comprovam a depend\u00eancia econ\u00f4mica do menor?<\/h2>\n\n\n\n<p>A comprova\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia econ\u00f4mica do menor sob guarda exige a apresenta\u00e7\u00e3o de conjunto documental que demonstre que o servidor efetivamente arcava com o sustento da crian\u00e7a ou adolescente. O IPE Prev analisa a documenta\u00e7\u00e3o de forma conjunta, valorizando a consist\u00eancia e a continuidade das provas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Documento obrigat\u00f3rio<\/h3>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o judicial que deferiu a guarda \u00e9 documento indispens\u00e1vel. Sem ela, n\u00e3o h\u00e1 como caracterizar a rela\u00e7\u00e3o de guarda para fins previdenci\u00e1rios. O documento deve estar atualizado e demonstrar que a guarda estava vigente na data do \u00f3bito do servidor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Documentos complementares<\/h3>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da decis\u00e3o judicial, recomenda-se a apresenta\u00e7\u00e3o de documentos que demonstrem o efetivo sustento do menor pelo guardi\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Declara\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda com o menor inclu\u00eddo como dependente<\/li>\n\n\n\n<li>Comprovantes de pagamento de mensalidade escolar<\/li>\n\n\n\n<li>Recibos de despesas m\u00e9dicas e odontol\u00f3gicas<\/li>\n\n\n\n<li>Comprovante de inclus\u00e3o do menor como dependente em plano de sa\u00fade<\/li>\n\n\n\n<li>Ficha de matr\u00edcula escolar indicando o guardi\u00e3o como respons\u00e1vel<\/li>\n\n\n\n<li>Comprovantes de resid\u00eancia comum<\/li>\n\n\n\n<li>Extratos banc\u00e1rios demonstrando despesas regulares com o menor<\/li>\n\n\n\n<li>Ap\u00f3lice de seguro de vida indicando o menor como benefici\u00e1rio<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Para informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre o procedimento administrativo de habilita\u00e7\u00e3o, consulte a&nbsp;<a href=\"https:\/\/ipeprev.rs.gov.br\/carta-de-servicos\/servicos?servico=1100\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">p\u00e1gina oficial do IPE Prev sobre concess\u00e3o de pens\u00e3o<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Provas testemunhais e laudos<\/h3>\n\n\n\n<p>Quando a documenta\u00e7\u00e3o formal \u00e9 insuficiente, declara\u00e7\u00f5es testemunhais podem complementar o acervo probat\u00f3rio. Vizinhos, professores, m\u00e9dicos e familiares que presenciaram a conviv\u00eancia e o sustento do menor pelo guardi\u00e3o podem prestar declara\u00e7\u00f5es que reforcem a comprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Laudos sociais elaborados por assistentes sociais tamb\u00e9m s\u00e3o aceitos como prova da depend\u00eancia econ\u00f4mica, especialmente quando demonstram a integra\u00e7\u00e3o do menor ao n\u00facleo familiar do guardi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O neto sob guarda dos av\u00f3s tem direito \u00e0 pens\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n<p>Sim. A situa\u00e7\u00e3o de netos criados por av\u00f3s servidores p\u00fablicos \u00e9 bastante comum e recebe tratamento favor\u00e1vel tanto na legisla\u00e7\u00e3o quanto na jurisprud\u00eancia. Desde que haja decis\u00e3o judicial de guarda e comprova\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia econ\u00f4mica, o neto tem direito \u00e0 pens\u00e3o por morte dos av\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica comum<\/h3>\n\n\n\n<p>Diversas circunst\u00e2ncias levam av\u00f3s a assumirem a guarda de netos: falecimento dos pais, abandono, incapacidade, depend\u00eancia qu\u00edmica, priva\u00e7\u00e3o de liberdade, entre outras. Em todas essas situa\u00e7\u00f5es, quando os av\u00f3s s\u00e3o servidores p\u00fablicos estaduais e obt\u00eam a guarda judicial do neto, estabelece-se a possibilidade de equipara\u00e7\u00e3o para fins previdenci\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Elementos valorizados pelo Judici\u00e1rio<\/h3>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul valoriza especialmente os seguintes elementos nas a\u00e7\u00f5es envolvendo netos sob guarda de av\u00f3s:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Decis\u00e3o judicial formal de guarda<\/li>\n\n\n\n<li>Hist\u00f3rico de conviv\u00eancia cont\u00ednua e prolongada<\/li>\n\n\n\n<li>Aus\u00eancia ou incapacidade dos pais para exercer a guarda<\/li>\n\n\n\n<li>Integra\u00e7\u00e3o social do menor (escola, atividades, comunidade)<\/li>\n\n\n\n<li>Demonstra\u00e7\u00e3o de que os av\u00f3s arcavam integralmente com o sustento<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>A exist\u00eancia de decis\u00e3o judicial de guarda \u00e9 o elemento central. Situa\u00e7\u00f5es de guarda de fato, sem formaliza\u00e7\u00e3o judicial, encontram maior dificuldade de reconhecimento na esfera administrativa, embora possam ser discutidas judicialmente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O menor sob guarda tem direito ao IPE-Sa\u00fade?<\/h2>\n\n\n\n<p>Sim. O menor sob guarda judicial pode ser inclu\u00eddo como dependente do servidor no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ipesaude.rs.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">IPE-Sa\u00fade<\/a>, o plano de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade dos servidores estaduais do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Condi\u00e7\u00f5es de inclus\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o do menor sob guarda como dependente segue as mesmas regras aplic\u00e1veis aos filhos. O menor pode permanecer como dependente at\u00e9 completar 21 anos de idade. Se for estudante regular de ensino m\u00e9dio, t\u00e9cnico p\u00f3s-m\u00e9dio ou superior, a condi\u00e7\u00e3o de dependente pode ser estendida at\u00e9 os 24 anos incompletos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Procedimento de inclus\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Para incluir o menor sob guarda como dependente no IPE-Sa\u00fade, o servidor deve apresentar a decis\u00e3o judicial de guarda e comprovante de depend\u00eancia econ\u00f4mica junto ao \u00f3rg\u00e3o de recursos humanos de sua lota\u00e7\u00e3o ou diretamente ao IPE-Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Renova\u00e7\u00e3o semestral para estudantes<\/h3>\n\n\n\n<p>Menores sob guarda com idade entre 18 e 24 anos incompletos que sejam estudantes devem renovar semestralmente a condi\u00e7\u00e3o de dependente. A renova\u00e7\u00e3o exige comprova\u00e7\u00e3o de matr\u00edcula e frequ\u00eancia em institui\u00e7\u00e3o de ensino regular.<\/p>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio estende-se ao menor sob guarda nas mesmas condi\u00e7\u00f5es aplic\u00e1veis aos filhos, desde que comprovada a depend\u00eancia econ\u00f4mica. A renova\u00e7\u00e3o pode ser realizada pelo titular de forma online, diretamente no sistema do IPE-Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como \u00e9 o procedimento de habilita\u00e7\u00e3o no IPE Prev?<\/h2>\n\n\n\n<p>O procedimento de habilita\u00e7\u00e3o do menor sob guarda como benefici\u00e1rio da pens\u00e3o por morte segue o rito padr\u00e3o de concess\u00e3o de benef\u00edcios do IPE Prev, com a particularidade da exig\u00eancia de comprova\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Passo a passo<\/h3>\n\n\n\n<p>O requerimento de pens\u00e3o por morte deve ser formalizado junto ao IPE Prev, preferencialmente por meio dos canais digitais disponibilizados pela autarquia. O processo envolve as seguintes etapas:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Reunir a documenta\u00e7\u00e3o comprobat\u00f3ria da guarda e da depend\u00eancia econ\u00f4mica<\/li>\n\n\n\n<li>Protocolar o requerimento de habilita\u00e7\u00e3o junto ao IPE Prev<\/li>\n\n\n\n<li>Aguardar a an\u00e1lise documental pela autarquia<\/li>\n\n\n\n<li>Atender eventuais exig\u00eancias de complementa\u00e7\u00e3o de documentos<\/li>\n\n\n\n<li>Receber a decis\u00e3o sobre a habilita\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Documentos necess\u00e1rios<\/h3>\n\n\n\n<p>Para a habilita\u00e7\u00e3o, devem ser apresentados:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Certid\u00e3o de \u00f3bito do servidor<\/li>\n\n\n\n<li>Documento de identifica\u00e7\u00e3o do menor e do representante legal<\/li>\n\n\n\n<li>Decis\u00e3o judicial de guarda vigente na data do \u00f3bito<\/li>\n\n\n\n<li>Comprovantes de depend\u00eancia econ\u00f4mica<\/li>\n\n\n\n<li>Certid\u00e3o de nascimento do menor<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que fazer se o pedido for indeferido<\/h3>\n\n\n\n<p>Em caso de indeferimento, o interessado pode interpor recurso administrativo ao Conselho de Administra\u00e7\u00e3o do IPE Prev. Se mantida a negativa, \u00e9 poss\u00edvel buscar o reconhecimento do direito pela via judicial, mediante a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria perante a Justi\u00e7a Estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Para informa\u00e7\u00f5es sobre outros procedimentos junto ao IPE Prev, consulte nosso artigo sobre&nbsp;<a href=\"https:\/\/barbieriadvogados.com.br\/prova-de-vida-e-recadastramento-do-ipergs-guia-pratico-e-solucoes-juridicas\/\">prova de vida e recadastramento<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual a diferen\u00e7a entre IPERGS e INSS na prote\u00e7\u00e3o do menor sob guarda?<\/h2>\n\n\n\n<p>O tratamento conferido ao menor sob guarda pelo regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia do Rio Grande do Sul difere significativamente do hist\u00f3rico do Regime Geral de Previd\u00eancia Social. Essa compara\u00e7\u00e3o \u00e9 relevante para compreender a estabilidade da prote\u00e7\u00e3o oferecida aos servidores estaduais ga\u00fachos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Hist\u00f3rico do RGPS (INSS)<\/h3>\n\n\n\n<p>O menor sob guarda teve trajet\u00f3ria turbulenta no Regime Geral de Previd\u00eancia Social. A Lei 8.213\/91, em sua reda\u00e7\u00e3o original, equiparava o menor sob guarda a filho para fins previdenci\u00e1rios. Contudo, a Lei 9.528\/97 alterou essa disposi\u00e7\u00e3o, excluindo o menor sob guarda do rol de dependentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa exclus\u00e3o foi objeto de intenso debate jur\u00eddico. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar as ADIs 4878 e 5083 em 2021, declarou a inconstitucionalidade da exclus\u00e3o, determinando que o menor sob guarda deveria ser contemplado como dependente. Posteriormente, a Emenda Constitucional 103\/2019 (Reforma da Previd\u00eancia) excluiu novamente o menor sob guarda do texto constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, em mar\u00e7o de 2025, a Lei 15.108\/2025 reinseriu expressamente o menor sob guarda judicial no rol de dependentes do RGPS, equiparando-o a filho desde que o segurado tenha feito declara\u00e7\u00e3o expressa e o menor n\u00e3o possua condi\u00e7\u00f5es suficientes para o pr\u00f3prio sustento e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Hist\u00f3rico do IPERGS<\/h3>\n\n\n\n<p>O regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia do Rio Grande do Sul manteve posi\u00e7\u00e3o est\u00e1vel. Desde a edi\u00e7\u00e3o da Lei Complementar 15.142\/2018, o menor sob guarda \u00e9 expressamente reconhecido como dependente equiparado a filho, desde que comprovada a depend\u00eancia econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tabela 2: Comparativo IPERGS x RGPS<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th>Aspecto<\/th><th>IPERGS (RS)<\/th><th>RGPS (INSS)<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Base legal atual<\/td><td>LC 15.142\/2018<\/td><td>Lei 15.108\/2025<\/td><\/tr><tr><td>Reconhecimento<\/td><td>Sempre reconheceu (desde 2018)<\/td><td>Reconheceu a partir de 14\/03\/2025<\/td><\/tr><tr><td>Requisito<\/td><td>Comprova\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia econ\u00f4mica<\/td><td>Declara\u00e7\u00e3o do segurado + insufici\u00eancia de meios<\/td><\/tr><tr><td>Benef\u00edcios abrangidos<\/td><td>Pens\u00e3o por morte<\/td><td>Pens\u00e3o por morte e aux\u00edlio-reclus\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>Hist\u00f3rico<\/td><td>Est\u00e1vel<\/td><td>Oscilante (exclu\u00eddo em 1997, reinserido em 2025)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Essa estabilidade legislativa do regime pr\u00f3prio ga\u00facho representa uma vantagem para os servidores estaduais, que contam com seguran\u00e7a jur\u00eddica na prote\u00e7\u00e3o de menores sob sua guarda.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que diz a jurisprud\u00eancia do TJRS?<\/h2>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul possui jurisprud\u00eancia consolidada reconhecendo o direito do menor sob guarda \u00e0 pens\u00e3o por morte de servidor p\u00fablico estadual. Os julgados valorizam a prote\u00e7\u00e3o integral da crian\u00e7a e do adolescente, em conson\u00e2ncia com o artigo 227 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e com o Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Crit\u00e9rios valorizados<\/h3>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise jurisprudencial revela que os seguintes elementos s\u00e3o especialmente valorizados pelo TJRS:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Exist\u00eancia de decis\u00e3o judicial formal de guarda<\/li>\n\n\n\n<li>Conviv\u00eancia cont\u00ednua e prolongada entre guardi\u00e3o e menor<\/li>\n\n\n\n<li>Aus\u00eancia ou incapacidade dos pais biol\u00f3gicos<\/li>\n\n\n\n<li>Integra\u00e7\u00e3o social do menor ao n\u00facleo familiar do guardi\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Participa\u00e7\u00e3o em atividades escolares e comunit\u00e1rias<\/li>\n\n\n\n<li>Demonstra\u00e7\u00e3o de que o guardi\u00e3o arcava com as despesas do menor<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u00d4nus da prova<\/h3>\n\n\n\n<p>Nos processos de habilita\u00e7\u00e3o, o \u00f4nus de comprovar a depend\u00eancia econ\u00f4mica recai sobre o requerente. Cabe ao representante legal do menor demonstrar, mediante conjunto probat\u00f3rio adequado, que a crian\u00e7a ou adolescente efetivamente dependia do servidor falecido para sua subsist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, em processos de cancelamento de pens\u00e3o j\u00e1 concedida, o \u00f4nus inverte-se. Cabe \u00e0 autarquia previdenci\u00e1ria demonstrar que os requisitos para manuten\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio n\u00e3o est\u00e3o mais presentes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Flexibiliza\u00e7\u00e3o documental<\/h3>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia admite certa flexibiliza\u00e7\u00e3o da exig\u00eancia documental quando h\u00e1 in\u00edcio de prova material. A conviv\u00eancia prolongada, aliada a elementos como matr\u00edcula escolar, registros m\u00e9dicos e declara\u00e7\u00f5es testemunhais, pode suprir a aus\u00eancia de documentos formais como declara\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Para informa\u00e7\u00f5es sobre pens\u00e3o em outras situa\u00e7\u00f5es especiais, consulte nosso artigo sobre&nbsp;<a href=\"https:\/\/barbieriadvogados.com.br\/filho-invalido-e-pensao-vitalicia-do-ipergs-criterios-medicos-e-aspectos-jurisprudenciais\/\">pens\u00e3o para filho inv\u00e1lido<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O menor sob guarda continua recebendo pens\u00e3o ap\u00f3s completar 21 anos?<\/h2>\n\n\n\n<p>A regra geral \u00e9 que a pens\u00e3o do menor sob guarda cessa quando ele completa 21 anos de idade. Contudo, existem exce\u00e7\u00f5es importantes que permitem a manuten\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio al\u00e9m dessa idade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Regra geral: cessa\u00e7\u00e3o aos 21 anos<\/h3>\n\n\n\n<p>Assim como ocorre com os filhos, a pens\u00e3o do menor sob guarda equiparado a filho \u00e9 devida enquanto perdurar a menoridade previdenci\u00e1ria, que se encerra aos 21 anos. Essa regra aplica-se independentemente de o benefici\u00e1rio estar estudando ou trabalhando.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Exce\u00e7\u00e3o: estudante at\u00e9 24 anos<\/h3>\n\n\n\n<p>A LC 15.142\/2018 prev\u00ea a manuten\u00e7\u00e3o da pens\u00e3o para dependentes menores de 24 anos que sejam estudantes de ensino m\u00e9dio, t\u00e9cnico p\u00f3s-m\u00e9dio ou superior. A condi\u00e7\u00e3o de estudante deve ser comprovada semestralmente, mediante apresenta\u00e7\u00e3o de atestado de matr\u00edcula e frequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio \u00e9 mantido enquanto o dependente permanecer solteiro e sem uni\u00e3o est\u00e1vel, al\u00e9m de comprovar a regularidade escolar. A perda de qualquer desses requisitos implica cessa\u00e7\u00e3o da pens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Exce\u00e7\u00e3o: invalidez ou defici\u00eancia<\/h3>\n\n\n\n<p>Se o menor sob guarda for portador de invalidez ou defici\u00eancia preexistente ao \u00f3bito do servidor, a pens\u00e3o ser\u00e1 vital\u00edcia. A condi\u00e7\u00e3o de invalidez ou defici\u00eancia deve ser atestada por per\u00edcia m\u00e9dica e existir antes da data do falecimento do guardi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para informa\u00e7\u00f5es sobre a extens\u00e3o da pens\u00e3o para dependentes estudantes, consulte nosso artigo sobre&nbsp;<a href=\"https:\/\/barbieriadvogados.com.br\/pensao-ipergs-filho-menor-estudante\/\">pens\u00e3o para filho estudante<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perguntas Frequentes<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">1) O menor sob guarda tem direito \u00e0 pens\u00e3o por morte do IPERGS?<\/h3>\n\n\n\n<p>Sim. A LC 15.142\/2018 equipara o menor sob guarda judicial ao filho para fins previdenci\u00e1rios, desde que comprovada a depend\u00eancia econ\u00f4mica em rela\u00e7\u00e3o ao servidor falecido. \u00c9 necess\u00e1rio apresentar a decis\u00e3o judicial de guarda e documentos que demonstrem o efetivo sustento do menor pelo guardi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">2) Qual a diferen\u00e7a entre guarda e tutela para fins de pens\u00e3o?<\/h3>\n\n\n\n<p>Ambos os institutos conferem direito \u00e0 pens\u00e3o no IPERGS. A tutela pressup\u00f5e aus\u00eancia ou impedimento dos pais e confere responsabilidade integral sobre o menor. A guarda pode coexistir com o poder familiar dos pais e representa responsabilidade de prote\u00e7\u00e3o e cuidado. Em ambos os casos, exige-se comprova\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">3) Quais documentos comprovam a depend\u00eancia econ\u00f4mica do menor sob guarda?<\/h3>\n\n\n\n<p>Os principais documentos s\u00e3o: decis\u00e3o judicial de guarda (obrigat\u00f3rio), comprovantes de despesas com educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e alimenta\u00e7\u00e3o, declara\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda com o menor como dependente, inclus\u00e3o em plano de sa\u00fade e registros escolares indicando o guardi\u00e3o como respons\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">4) O neto sob guarda dos av\u00f3s pode receber pens\u00e3o do IPERGS?<\/h3>\n\n\n\n<p>Sim. Desde que haja decis\u00e3o judicial de guarda e comprova\u00e7\u00e3o de que o neto vivia sob depend\u00eancia econ\u00f4mica dos av\u00f3s servidores, o direito \u00e0 pens\u00e3o \u00e9 reconhecido pela legisla\u00e7\u00e3o e pela jurisprud\u00eancia do TJRS.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">5) O menor sob guarda tem direito ao IPE-Sa\u00fade?<\/h3>\n\n\n\n<p>Sim. O menor sob guarda pode ser inclu\u00eddo como dependente do servidor no IPE-Sa\u00fade, permanecendo at\u00e9 21 anos ou at\u00e9 24 anos se estudante regular, mediante renova\u00e7\u00e3o semestral.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">6) At\u00e9 quando o menor sob guarda recebe pens\u00e3o do IPERGS?<\/h3>\n\n\n\n<p>O menor sob guarda recebe pens\u00e3o at\u00e9 completar 21 anos. Se for estudante regular de ensino m\u00e9dio, t\u00e9cnico ou superior, pode estender at\u00e9 24 anos mediante comprova\u00e7\u00e3o semestral. Em caso de invalidez ou defici\u00eancia preexistente ao \u00f3bito, a pens\u00e3o \u00e9 vital\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">7) O IPERGS sempre reconheceu o menor sob guarda como dependente?<\/h3>\n\n\n\n<p>Sim. Diferentemente do INSS, que s\u00f3 voltou a reconhecer o menor sob guarda em mar\u00e7o de 2025 com a Lei 15.108\/2025, o IPERGS sempre equiparou o menor sob guarda a filho desde a LC 15.142\/2018. Essa estabilidade legislativa representa vantagem para os servidores estaduais ga\u00fachos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O menor sob guarda judicial \u00e9 expressamente reconhecido como dependente equiparado a filho no regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia do Rio Grande do Sul. A LC 15.142\/2018 assegura essa prote\u00e7\u00e3o de forma clara e est\u00e1vel, diferenciando-se do hist\u00f3rico turbulento do Regime Geral de Previd\u00eancia Social sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que o direito seja exercido de forma plena, \u00e9 fundamental que os guardi\u00f5es organizem adequadamente a documenta\u00e7\u00e3o comprobat\u00f3ria da depend\u00eancia econ\u00f4mica. A decis\u00e3o judicial de guarda \u00e9 requisito indispens\u00e1vel, devendo ser complementada por documentos que demonstrem o efetivo sustento do menor \u2014 declara\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda, comprovantes de despesas escolares e m\u00e9dicas, inclus\u00e3o em plano de sa\u00fade, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada situa\u00e7\u00e3o apresenta particularidades que merecem an\u00e1lise individualizada. A demonstra\u00e7\u00e3o adequada da depend\u00eancia econ\u00f4mica, aliada ao conhecimento dos procedimentos administrativos do IPE Prev, \u00e9 determinante para o sucesso na habilita\u00e7\u00e3o do menor como benefici\u00e1rio da pens\u00e3o por morte.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aviso Legal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo tem car\u00e1ter exclusivamente informativo e n\u00e3o substitui a consulta a um advogado especializado. As informa\u00e7\u00f5es aqui contidas refletem a legisla\u00e7\u00e3o vigente em fevereiro de 2026 e podem sofrer altera\u00e7\u00f5es. Para an\u00e1lise do seu caso espec\u00edfico, procure orienta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a9 2026 Barbieri Advogados. Todos os direitos reservados.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entenda os fundamentos jur\u00eddicos que garantem a equipara\u00e7\u00e3o de menores sob guarda aos filhos, com base na Constitui\u00e7\u00e3o, Lei Complementar 15.142\/2018 e no Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6250,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1452","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/barbieri.letsite.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1452","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/barbieri.letsite.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/barbieri.letsite.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/barbieri.letsite.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/barbieri.letsite.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1452"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/barbieri.letsite.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1452\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/barbieri.letsite.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6250"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/barbieri.letsite.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1452"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/barbieri.letsite.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1452"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/barbieri.letsite.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1452"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}